Jura

Esse conto também estava esquecido em uma das pastas do pc da empresa… re-achei ele e resolvi postar… não  lembro sobre o que deveria ser, mas escrevi esse pedaço na mesma época que comecei o outro conto (Pegaram um trem em Londres com destino à Paris)… e não sei se era pra ser um pedaço do outro conto ou um totalmente à parte… Alguém? Ajuda?

 

—–

–         Jura que vai falar isso para ela?

–         Claro… se quiser digo agora…

–         Não, se for agora ela vai achar que é coisa de moribundo tentando uma reaproximação desesperada… e não é isso que eu quero…

–         Quando, então?

–         Deixa passar um tempo. Uns dias, uns meses, sei lá… só me promete que não vai esquecer… senão eu volto do além pra te atormentar…

Risadas. Era incrível que, mesmo moribundo, Marco não deixava seu humor se deteriorar. Seus últimos meses foram terríveis e apenas as raras visitas de seus bons amigos lhe confortavam… nada lhe dava mais prazer em vida que trazer as risadas de seus amigos à tona e, aquilo, era o que mais precisava naquela cama de hospital: alegria. Tinha consciência de que aquilo não faria seu corpo retornar ao funcionamento pleno, mas era o que lhe restava: morrer com dignidade e sem rancores.

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16 03 2009

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